quarta-feira, 15 de julho de 2009

Post # 2 1


Pensamentos avulsos:

Roberto Carlos comemora 50 anos de carreira. Respeito o cara. Ele corta o próprio cabelo, introduziu o iê iê iê no Brasil e é o deficiente físico mais amado do mundo. Depois do Stephen Hawking, claro.

Pra que serve o Twitter? Eu tenho vergonha daquilo, apesar de usar.

Odeio ficar doente. Ainda mais quando você paga mais um mês de academia e vê seu dinheiro jogado no lixo. Odeio ficar doente. Ainda mais quando estou de viagem marcada. Odeio ficar doente. Quando eu era criança eu adorava. Eu ia a um pediatra na Saens Pena e sempre na saída meu pai e minha mãe me levavam a uma pizzaria chamada Pinocchio. Jamais entenderei a associação da imagem do boneco de madeira mentiroso a pizza.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Post # 2 0


Ando numa “vibe” Michael Jackson, assumo. Depois que ele morreu despertou em mim o carisma adormecido que eu tinha a ele quando eu era criança. Uma febre nostálgica. Tenho um tio que era muito fã de Michael e ouvia bastante. Babava diante de seus clipes cinematográficos. Assistia a shows e especiais gravados em VHS, via Moonwalker, seu filme, pelo menos uma vez por mês.
Era um fã de tabela. Tipo “fumante passivo”, saca? E bem, fui crescendo, conhecendo coisas novas, mas de vez em quando ouvia um “Billie Jean” para recordar.
Semana passada, como o resto do mundo, fui pego de surpresa. Eu sinto muita pena pelo jeito que ele terminou. Apesar das bizarrices mil, sua obra deve ser lembrada.
Seus recordes nunca serão quebrados, impossível bater as 450 milhões de copias vendidas ao redor do mundo.


Deixo vocês com o Karaokê do Pânico, uma tradução tosca de Don’t Stop ‘Til Get Enough

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Post # 19




As pessoas vivem me perguntando o porquê do titulo do blog “A vida é um esgoto”. Bem, fiz um blog numa época pessimista, porém enxergo a vida além da descarga sim.

Ok, a vida não é essa imundice toda. Mas uso esse blog como se fosse um banheiro mesmo, onde damos cabo de nossos dejetos que por fim, vão parar no esgoto e depois, só Deus sabe onde (Não quero pensar nisso, se não jamais volto numa praia. Tratamento no esgoto? Sei...).

Aqui tento por em palavras todas os/as pensamentos/merdas que pairam sobre minha cabeça. Às vezes escrevo coisas que só eu mesmo entendendo ou vou entender quando reler o texto.

Sim, releio os meus textos. Tem gente que gosta de dar uma olhada na merda que faz antes da derradeira descarga. Quando eu era criança dava até tchauzinho (aquele incentivo de mãe que quer que seu filho aprenda a fazer suas necessidades no vaso e não mais no pinico). Gosto de dar uma boa olhada no tamanho da merda que fiz, as vezes me entender, me conhecer ou ate mesmo rir de mim.



“Tchaaaaaaaaaaau cocooooooooo”

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Post # 18


João Gilberto inventou a Bossa Nova. Os irmãos Lumiere inventaram o cinema. O Elvis inventou o rebolation e o roquenróu de quebra. George Lucas inventou um universo. O Pelé, o futebol arte. Andy Warhol não inventou nada exatamente, inventou coisas em cima de coisas que já existiam. Roberta Sá reinventou “Casa Pré-fabricada” (muito melhor que a versão da Maria Rita). A Elis Regina não inventou nada, mas ninguém mais consegue inventar nada depois que ela morreu. Alexandre Frota reinventou a pornochanchada brasileira. A Madonna se reinventa sempre. Ou tenta. Teve um jogador de futebol mexicano que inventou que estava com a gripe suína só para não poder treinar. A Rede Record reinventou a Casa dos artistas, mas colocaram os mesmos numa fazenda. Joaquin Phoenix inventou que é rapper. E eu? Eu queria inventar um monte de coisa, mas tá complicado. Enquanto isso, vou brincando de dadaísmo por aí.

domingo, 21 de junho de 2009

Post # 17


Voltei. Preciso expor algumas coisas que pairam pela minha cabeça... Quero falar hoje sobre coisas que me incomodam.

1 - Pseudo-suícidas: costumo dizer que a vontade de um suícida é soberana... Quem quer morrer DE VERDADE se mata e pronto, não avisa, não faz alarde... Uma pessoa dessas só quer chamar atenção.

2 - Pessoas que tentam manter uma imagem: Classe social, emocional, grupo ou nicho social. Nem preciso explicar.

3 - Pessoas que demonstram demais que amam alguém: não vejo sentido. Não há porque explanar tudo o que acontece na sua vida amorosa. Me irrita profundamente essa felicidade. Parece que as pessoas gostam da inveja alheia.

4 - Pessoas carentes demais: concordo que "precisamos" ter alguém. Mas ter crises por isso me irrita. Pô, respira fundo e continua.

5 - Chantagem emocional: É totalmente a fonte de minhas grosserias, não consigo manter a calma quando alguém tenta conseguir coisas, me depreciar ou simplesmente me encher o saco fazendo chantagem.

6 - Odeio ouvir um "Nossa, vc tá com uma espinha na testa". A porra da testa não é minha? É claro que eu vi...


Bjos

terça-feira, 4 de março de 2008

Post # 1 6


Semana passada voltei a estudar, ainda meio enferrujado, sem disposição. Há tempos que não pegava de fato em um caderno. Ando desacostumado a isso, como também à muitas coisas. Indisposto a acordar as seis da manhã de um quarta-feira para assistir uma aula apenas. E ainda mais ter de encarar quem ministraria as aulas.

A disciplina é Direção de atores. Foi meio estranho ter aula com esse professor depois de alguns problemas durante a finalização do nosso filme de conclusão de curso. Porém me desarmei ao começar a viajar por seu conhecimento. A aula mexeu, não só pelo fato de buscar em si um meio de lidar com pessoas e construir um personagens, mas uma saudade dos palcos ressurgiu. A de me transformar, estudar e conceber uma outra pessoa. Brincar de fingir e defender esse alguém como a um amigo.

Entre tantos assuntos discutidos ele falou sobre a ansiedade como patologia psicológica e de como ela pode paralisar um pessoa. Mais um vez ali me vi como esse ser petrificado.
Preciso de um inspiração maior. Quero poder conseguir colocar no papel tudo o que eu quero falar. Criar todas as pessoas e monstros que eu possa criar.


Estou me devendo algumas, outro dia falei sobre isso com alguns amigos. Sou tão ansioso que nem mesmo tenho conseguido fazer umas das coisas que mais gosto de fazer: escrever.
Quem sabe eu consiga colher algo desse meus momentos de imprecisão. Não sei. E não saber das coisas sem medo de assumir é o que me faz continuar. Minha curiosidade consegue ser maior ou mais insistente que minha ansiedade.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Post # 1 5

Geralmente quando eu tomo banho sigo uma ordem criada aleatoriamente na minha cabeça: abro a torneira do chuveiro, molho os cabelos, passo xampu, tiro o xampu, passo condicionador. Enquanto ele age lavo minha cueca, tiro o condicionador dos cabelos, ai só depois disso passo sabonete pelo corpo. Principalmente depois de passar condicionador, porque meleca o corpo todo.

Reparei outro dia nessas coisas estranhas que acabamos fazendo e como isso pode nos levar a loucura. Me peguei lavando a louça ordenadamente: panela de molho (para desgrudar a craca!), lavar pratos, depois copos e xícaras, depois os talheres, por fim panelas.

TOC ou não, é estranho o fato de nós mesmos começarmos a nos colocar regras. Tantas já existem mas no fim me questiono: tanta rebeldia pra que criemos dentro de nós uma constituição pessoal.

Precisamos de ordem, por mais que reclamem. Não gosta da palavra ordem? Pense em “estrutura”. No fim quer dizer a mesma coisa.
Vocês acham que não montei toda uma estrutura para escrever esse texto? Pena que ele não ficou muito bom. Enquanto lavava louça e pensava nisso tudo minha mente já começou a ligar esses fatos a outros assuntos. Mas eu já cansei de escrever, deixa pra próxima vez.


Boa semana!